Desde que tive Primatologia que fiquei apaixonada pelo estudo dos primatas.
Sinceramente, no início pensava que não me iria cativar mas, com o tempo acabei por adorar a matéria. É tão curioso e surpreendente o que se pode descobrir de certos animais e a esperteza que estes possuem! Simplesmente incrível!
Por tal, decidi partilhar com vocês alguma info sobre certos primatas que estudei e que achei deveras interessante. Irei postar, aleatoriamente, uma vez por outra informações de um ou outro destes maravilhosos animais de forma a não ser muito "maçuda" ao os dar a conhecer melhor. A informação irá estar em tópicos de modo a permitir uma leitura fácil, simples e esquematizada.
Sem mais nem menos, irei iniciar este tema com um primata do grupo dos pequeninos: o Tarsius.
- Família:Tarsidae.
- Género: Tarsius.
- Pertencentes essencialmente às ilhas do Sul Este Asiático.
- Carnívoros – Comem animais / presas vivas.
- Não sofreram grande alteração dos seus antepassados. Não mudaram à 40/50 milhões de anos. Considerados fósseis vivos.
- Não há muitas evidências fôsseis. Os fôsseis são quase idênticos à formação vista atualmente. Sofreram muito poucas modificações.
- Uma modificação visível ao longo da sua história evolutiva foi o desaparecimento do dente incisivo.
- Possuem molares com aspeto muito primitivo.
- Existem entre 5 a 6 espécies de Társios, mas pensa-se que já existiram até 16 espécies.
- As caudas e vocalizações próprias permitem distinguir as diferentes espécies de Társios, muito mais que o corpo. Isto ajuda na designação e separação das diferentes espécies para a taxonomia do Tarsius.
- Seres noturnos.
- Seres pequenos. Por vezes não ultrapassam as 150 gramas.
- As crias chegam a pesar cerca de 30 % do peso das fêmeas.
- Salteadores e trepadores arborícolas.
- Chegam a saltar 6 metros.
- Membro inferior mais comprido.
- Mãos e pés grandes e flexíveis.
- O nome Társio deve-se ao facto da região do Tarso nestes primatas ser muito comprida e desenvolvida.
- Possuem uma garra no 3º dedo do pé.
- Possuem almofadas nas pontas dos dedos
- Possuem orelhas e órbitas grandes.
- A cabeça roda por completo, sendo muitas vezes esta espécie comparada com os mochos. Conseguem com um ângulo maior do que outros primatas. Maior amplitude de movimento. Maior campo de visão.
- A dieta e os predadores fazem mudar a área vital.
- A maneira que utilizam para proteger o território é através de secreções de glândulas que existem na face, tórax e resto do corpo. Tanto o macho como a fêmea são territoriais.
- Podem se dividir em 3 grupos:
- Grupo Noyau – Solitários. O macho percorre a área de várias fêmeas.
- Grupos Familiares – Normalmente associados a sociedades monogâmicas.
- Grupos Familiares – Normalmente associados a sociedades monogâmicas.
- Grupos Maiores – Multi-Macho /Multi-Fêmea (apesar de ser raro).
- Uma estratégia que os machos utilizam é o Infanticídio, algo mais conhecido nos antropóides. Este ato pode acontecer por várias razões: matar a cria para matar o futuro rival (sexual); agressões; distúrbios na patologia; devido à alimentação (ao nutricionismo); e como forma de evitar competições futuras pelos recursos alimentares. A última mencionada é a mais provável para levar ao Infanticídio. O infanticídio sexual é mais figurante quando um macho novo entra para um grupo Uni-Macho / Multi-Fêmea.



Que curiosidades interessantes! Sobretudo o facto de não mudarem há tantos, tantos anos!
ResponderEliminarSão super amorosos! Tenho ideia de ter lido em algum lado que estes animais têm sido muito procurados/vendidos em mercados de animais exóticos, o que é uma barbaridade :(
São mesmo! É que são tão pequeninos :D
EliminarSim, é verdade! É mesmo triste!
Há muitos primatas como o Tarsius, Saimiri, Capuchinho,... que são retirados dos habitats e dos seus grupos e família para serem colocados à venda no mercado, é triste como algumas pessoas não sentem empatia nenhuma :c